segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

50%

Bom dia!

Outro dia peguei um filme na locadora chamado "50%", nunca tinha sequer ouvido falar ele, mas loquei porque um dos atores principais era o Seth Rogen, que eu adoro. Eu esperava uma comédia bizarra, como "Segurando as pontas" ou "Superbad - É hoje", mas me surpreendi. "50%" é uma mistura de comédia e drama, um filme comovente, especialmente para quem está nos seus 27 anos, como eu.

Lendo a Revista VEJA, vi a menção ao filme, então segue o resumo que encontrei nela.

50%
50/50, Estados Unidos, 2011

O rapaz tem 27 anos e, como explica ao médico que o está atendendo (e piores maneiras com um paciente nunca se viu), não bebe, não fuma e recicla fielmente seu lixo. Como pode então estar com um tumor maligno colado à sua espinha, desenvolvendo-se agressivamente? O roteirista Will Reseir (vivido aqui, com o nome de Adam, por Joseph Gordon-Levitt) recria suas experiências reais e o apoio peculiar, mas decidido, que recebeu do comediante Seth Rogen (interpretando a si mesmo, sob o pseudônimo de Kyle), durante essa fase. O resultado é uma comédia do câncer - cheia de momentos duros e comoventes, mas ainda assim uma comédia sobre dois amigos que, na pior das circunstâncias, intuem que é melhor manter certas coisas (a começar pelos termos de sua amizade) como sempre foram. Gordon-Levitt (de 500 dias com Ela), um ator de delicadeza e discrição incomuns, faz um belíssimo trabalho de desenhar um personagem que paradoxalmente combina a absoluta franqueza sobre sua doença com um estado de negação - e é tão forte o apelo de sua atuação que nem atores individualistas como Rogen e Anna Kendrick (de Amor sem Escalas), como uma psicóloga, resistem a ele.

Acho que "50%" mexeu comigo pelo fato de eu ter a mesma idade do protagonista e em um caso como este, como não se colocar no lugar do personagem? Fiquei imaginando - e me questionando - quem seria "meu Kyle", o amigo para todas as horas, que acompanha desde consultas até no "exorcismo" da namorada traidora? Eu teria um namorado como a namorada do Adam, que não aguenta o tranco e resolve manter outro relacionamento paralelo ou teria um namorado parceiro e que acompanharia comigo todas as etapas da doença? Eu teria força para encarar sessões e mais sessões de quimioterapia? E teria ainda mais força (e coragem) para encarar uma cirurgia com pequenas chances de ser bem sucedida?

Acredito que certos filmes foram feitos para nos fazer pensar - e repensar - nossa vida, amizades e relacionamentos, e neste caso, "50%" cumpre bem o papel.

Recomendo!

Beijos,
Isa

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