quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quando falhamos...


Alguns dias atrás encontrei por acaso - numa dessas coincidências deste destino que nos prega mil peças - uma paixonite minha do ano passado. O cara perfeito, que gosta de viajar, já morou fora, signo que combina com o meu, tem um rosto divino, um corpo lindo, sorriso maravilhoso, inteligente, festeiro, otimista, emprego bacana, se expressa bem, sabe falar inglês, formado no mesmo curso que eu, enfim, realmente feito sob medida para mim.

O cara perfeito, mas que devido ao excesso de álcool, língua solta de um ex-colega infeliz e uma brincadeira idiota, jamais, em hipótese alguma, seria meu.

É foda falhar (perdoem-me o palavrão), principalmente quando somos acostumados a ter sempre o que e quem desejamos, mas especialmente falhar quando realmente encontramos alguém legal, é frustrante. Quando perdemos por um mal entendido, uma brincadeira besta, sem graça, parece que tudo se agrava e é difícil esquecer.

Fiz tudo que estava ao meu alcance para reverter a situação e pelo menos consegui manter a amizade com o cara, mas o desejo permanece e nesses encontros que sem querer ocorrem, o coração bate a mil.

Ao menos tirei uma lição dessa situação, aprendi com quem posso ou não me abrir e quem é verdadeiro e nutre um sentimento positivo em relação à mim. Tanto que o colega piadista, virou ex-colega, não por forças alheias e sim por opção.

Em momentos como este, lembro de uma frase que me acompanha faz muito anos:
"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida".

Ainda assim, gostaria de poder voltar no tempo!

Beijo grande,
Isa



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